A medida, identificada como MP 1.368/2026, autoriza a concessão de financiamentos através do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Um ponto importante a ser destacado é que esses empréstimos não entrarão na contabilidade das metas fiscais para 2026, o que significa que não afetarão a avaliação da saúde financeira do país. Essa flexibilidade é essencial para que o governo possa oferecer apoio sem comprometer seu controle orçamentário.
Representantes do setor aéreo têm destacado a pressão financeira provocada pelo aumento dos custos com combustível. Durante uma audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Juliano Noman, revelou que apenas em maio as empresas enfrentaram um aumento de R$ 1,6 bilhão em despesas com combustíveis, evidenciando a necessidade urgente por suporte.
Vale lembrar que a linha de financiamento foi inicialmente estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em abril, mas dependia da publicação formal da medida provisória para entrar em vigor. A Resolução CMN 5.297, de abril de 2026, estipula que a taxa de juros será de 4% ao ano, com um prazo de reembolso de até 60 meses, oferecendo um alívio considerável para as operadoras em um cenário de alta volatilidade de custos.
Além dessa nova linha de crédito, outras iniciativas já estavam em vigor, como um programa de R$ 1 bilhão destinado ao capital de giro das companhias aéreas, bem como a prorrogação das tarifas de navegação que são pagas à Força Aérea Brasileira. Essas ações demonstram uma resposta coordenada do governo à crise enfrentada pelo setor.
A tramitação da medida provisória pelo Congresso Nacional ocorrerá em um prazo de até 120 dias. Se aprovada, a proposta será convertida em lei, mas, caso contrário, perderá eficácia. O cenário para as companhias aéreas segue desafiador, e as próximas semanas serão cruciais para avaliar a efetividade dessas intervenções governamentais.
