Marinho também manifestou seu apoio ao relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e criticou a postura de certos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele argumentou que há sinais de excesso de poder e tentativas de restrição à autonomia do Legislativo, criando um ambiente de intimidação que afeta a liberdade de expressão e as investigações parlamentares. Durante seu discurso, ele fez uma analogia, afirmando que o governo, ao modificar a composição da CPI, buscou garantir uma votação contrária ao relatório sem que novos senadores tivessem a oportunidade de participar do debate necessário.
“Esses senadores que agora fazem parte da comissão não vivenciaram os quatro meses de discussões e, portanto, não têm condições de avaliar o relatório que devem votar. Isso compromete o exercício da democracia,” disse Marinho, ressaltando a importância de que o legítimo trabalho do Parlamento seja respeitado e não silenciado.
Além disso, o senador criticou a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) e clamou pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Ele argumentou que o momento atual exige firmeza do Parlamento em defesa da independência entre os poderes, defendendo que “não podemos aceitar qualquer indicativo que minimize a credibilidade do judiciário em um contexto onde a democracia precisa ser preservada.”
Em suas palavras, Marinho deixou claro que é hora de se posicionar: “Precisamos decidir se estamos do lado da democracia ou do lado do faz de conta,” concluindo com um apelo por responsabilidade e compromisso com os valores democráticos que sustentam a nação brasileira.






