SENADO FEDERAL – Senador Paulo Paim critica privatização da Previdência e defende reforma que beneficie os trabalhadores e combata desigualdade social no Brasil.

Na última sexta-feira, o senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, utilizou seu tempo no Plenário para reiterar suas críticas às propostas de reforma da Previdência Social que vêm sendo defendidas por alguns setores do mercado privado, especialmente o sistema financeiro. Paim argumentou que essas iniciativas têm como principal objetivo desmantelar direitos trabalhistas e pavimentar o caminho para a privatização da Previdência, inspirando-se no modelo de capitalização adotado no Chile, onde a segurança social se tornou uma questão de desigualdade.

Durante seu pronunciamento, Paim ressaltou sua experiência como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, que, segundo ele, demonstrou que o sistema previdenciário brasileiro é, na verdade, superavitário. O senador atribuiu as dificuldades enfrentadas pela Previdência a uma série de falhas de gestão, incluindo má administração, corrupção, desonerações tributárias, sonegação fiscal e uma vigilância inadequada que permitiu que dívidas bilionárias de grandes grupos econômicos não fossem cobradas.

“É uma ilusão pensar que a solução está na privatização. Por trás disso, há um desejo de acabar com a seguridade social como a conhecemos, criando um cenário onde apenas quem tem condições financeiras pode contar com uma aposentadoria digna. O problema real não é o modelo da Previdência, mas sim a maneira como os recursos são administrados”, destacou Paim.

O senador enfatizou que, sem os benefícios previdenciários e assistenciais, cerca de 42% da população brasileira estaria vivendo em condições de pobreza. Diante desse cenário, ele sugeriu mudanças significativas na forma de financiamento da Previdência, propondo a substituição da atual contribuição sobre a folha de pagamento por uma taxação sobre o faturamento das empresas. Paim definiu essa alternativa como um caminho “justo, solidário e sustentável”, que fortaleceria a Previdência e beneficiaria os setores que mais geram empregos.

Por fim, Paim fez um apelo à preservação da Previdência Social, destacando que defender esse sistema é uma forma de defender o povo brasileiro. “Num país marcado por desigualdades, enfraquecer a Previdência é ampliar o abismo social e condenar milhões de idosos a uma velhice sem segurança”, concluiu. A preocupação com o futuro da seguridade social no Brasil continua sendo um tema de intenso debate e mobilização.

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