SENADO FEDERAL – Senador Paulo Paim apresenta projeto de lei para instituir Política Nacional de Deslocados Internos em meio à tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul.

O senador Paulo Paim, do Partido dos Trabalhadores pelo estado do Rio Grande do Sul, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (1) para apresentar um projeto de lei que pretende instituir a Política Nacional para Deslocados Internos. O PL 2.038/2024 reconhece como deslocado interno toda pessoa obrigada a deixar sua residência devido a conflitos armados, calamidades humanas ou naturais de grande magnitude, ou violações graves dos direitos humanos. O parlamentar destacou a importância da matéria e ressaltou que a Comissão do Rio Grande do Sul considera o texto como prioridade, sendo ele próprio o presidente deste órgão.

Paim mencionou a situação vivida pelo estado em maio, quando enchentes afetaram mais de 2,5 milhões de pessoas, resultando em 177 mortes e 51 desaparecidos. Cerca de 469 municípios foram atingidos, deixando 65 mil pessoas desabrigadas e 581 mil desalojadas. O senador declarou que essa é a maior catástrofe natural da história do país, causando deslocamentos internos em massa devido a efeitos climáticos, levando à necessidade de reconstrução de cidades ou mudanças de local.

Segundo o parlamentar, o projeto propõe três conceitos-chave para lidar com a mobilidade das pessoas afetadas pelas tragédias: regresso, realocação e reintegração. O regresso permite que a pessoa deslocada retorne ao seu lar, a realocação busca encontrar um lugar seguro em outra região ou estado para reconstruir a vida, e a reintegração visa obter soluções emergenciais e duradouras para o problema que originou o deslocamento. Paim garantiu que esses processos serão realizados com cuidado para evitar deslocamentos involuntários e violações dos direitos humanos.

Além disso, o projeto aborda a questão dos desaparecidos, garantindo acesso à informação sobre a busca, paradeiro e destino dessas pessoas, bem como um tratamento digno em caso de óbito. Paulo Paim ressaltou a importância da proposta diante do cenário de desastres naturais e calamidades que têm afetado diversas regiões do Brasil, e acredita que sua aprovação pode trazer benefícios significativos para a proteção e assistência dos deslocados internos.

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