O senador enfatizou que a adequação da jornada de trabalho não se trata apenas de uma atualização técnica na legislação, mas é fundamental para garantir melhores condições de vida para os trabalhadores brasileiros. Ele mencionou que a atual jornada, que pode chegar a 44 horas semanais, se torna ainda mais extenuante devido a longos deslocamentos entre a residência e o local de trabalho. Essa realidade, que se caracteriza pela modalidade 6×1 – seis dias de atividade profissional e apenas um dia de descanso – compromete a saúde física e mental dos trabalhadores.
Paim observou que o debate sobre a redução da jornada ganha força em todo o Brasil, especialmente com a recente aprovação de projetos semelhantes pela CCJ da Câmara dos Deputados, que agora serão analisados por uma comissão especial. Nesta linha, o senador apontou que diversas categorias já conseguem negociar jornadas mais curtas, como os bancários, petroleiros e profissionais de saúde, que têm trabalhado em sistemas abaixo das 40 horas. Essa prática, segundo ele, reflete um movimento mais amplo e histórico para a valorização do trabalho no país.
Ele lembrou também de exemplos internacionais, como na França, onde a jornada é de apenas 35 horas semanais, e na Alemanha, onde a carga se reduz a 36 horas. Países como Reino Unido e Espanha têm testado a semana de quatro dias, demonstrando resultados positivos, enquanto o Chile recentemente aprovou a redução para 40 horas. A discussão sobre a carga horária do trabalho, portanto, não é isolada, mas uma questão que tem potencial para transformar a dinâmica laboral em diversas nações, refletindo uma tendência global pela valorização da qualidade de vida e produtividade do trabalhador.







