O senador lançou críticas contundentes à inércia do STF, considerando que a inação do tribunal ultrapassa o campo meramente jurídico e adentra o terreno da urgência humanitária. Ele destacou que já se passaram 60 dias desde que o veto foi rejeitado, sem que houvesse uma definição por parte do Supremo. Para Mourão, essa espera prolongada representa um sofrimento desnecessário para muitos, que continuam encarcerados à espera de uma resposta.
“Estamos diante de 60 dias de silêncio, 60 dias em que cidadãos e cidadãs permanecem atrás das grades, aguardando uma decisão que ainda não chegou”, declarou ele, enfatizando o impacto humano dessa situação. Sem hesitar, o senador argumentou que uma possível anistia poderia ser a melhor alternativa para fomentar a “pacificação nacional”. A sua posição sugere uma tentativa de apaziguar os ânimos e restaurar a harmonia na sociedade, que, segundo ele, está fragilizada.
A fala de Mourão levanta questões sobre a celeridade do sistema judiciário e a necessidade de se encontrar soluções que promovam não apenas a justiça, mas também a restauração do tecido social. As declarações do senador refletem um debate mais amplo que permeia o cenário político brasileiro, onde temas como justiça, anistia e reconciliação frequentemente aparecem em discussão. A expectativa agora recai sobre o STF e a resposta que será dada a este apelo por uma saída que vise reparar as feridas abertas em um momento conturbado da história recente do país.





