Izalci apresentou emenda destacando a necessidade de que os mesmos privilégios conferidos às mercadorias internacionais também sejam estendidos aos produtos locais, como calçados e vestuário. Ele enfatizou a importância de proporcionar a isenção de tributos como PIS, Cofins, CBS, IBS e ICMS para itens nacionais de valor semelhante, considerando que os custos de produção no Brasil são significativamente mais altos, em grande parte devido às despesas trabalhistas, algo que não ocorre em países como a China.
O senador também aproveitou a oportunidade para criticar propostas que tratam da jornada de trabalho, ressaltando que discussões sobre escalas de trabalho, como a 6×1, podem impactar negativamente pequenos empreendedores. Ele alertou que medidas não fundamentadas em diálogos técnicos têm o potencial de incrementar os custos operacionais para pequenas empresas, comprometendo, assim, a geração de empregos.
Izalci Lucas destacou que o governo parece ignorar as necessidades dos pequenos negócios, que são responsáveis por aproximadamente 80% dos empregos no Brasil. Para ele, essa falta de consideração pelas consequências que tais medidas podem acarretar para esses empreendimentos é preocupante e irresponsável. Esse cenário levanta questões sobre a intenção do governo em apoiar a economia local, ao mesmo tempo em que se permite uma maior concorrência desleal com a produção internacional.
Em suma, a postura do senador reflete uma preocupação com o fortalecimento da indústria nacional e a defesa dos interesses dos pequenos empresários, que desempenham um papel crucial no mercado de trabalho brasileiro. As suas declarações evidenciam a necessidade de uma reflexão mais profunda acerca das políticas de comércio exterior e suas implicações para a economia interna.





