Além das preocupações com a militarização do ambiente escolar, os participantes defenderam com veemência a necessidade de aumento dos investimentos em políticas educacionais. As falas refletiram uma crescente inquietação com a diretriz atual que vem sendo debatida no Senado, onde o Projeto de Lei 3.568/2023, de autoria do senador Marcos Rogério, do PL de Rondônia, se encontra sob análise da Comissão de Constituição e Justiça. Este projeto visa o fortalecimento das escolas cívico-militares, um modelo que tem gerado polarização entre os que acreditam em suas potencialidades e os que temem desvio de foco do verdadeiro propósito educacional.
Em paralelo, a Comissão de Educação também debate a proposta do senador Chico Rodrigues, do PSB de Roraima, que sugere a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Escolas Cívico-Militares. Essa proposta é vista como mais um passo na direção do fortalecimento desse modelo, o que tem gerado reações adversas entre educadores e especialistas.
As preocupações discutidas durante a audiência refletem um cenário atual de tensões sobre o papel da educação no Brasil. A militarização, apontada como um risco pela maioria dos especialistas, suscita questionamentos acerca da visão que se tem da educação pública e do seu compromisso com a formação integral dos estudantes. Assim, as críticas e propostas apresentadas têm o potencial de influenciar as futuras decisões políticas no setor educacional, desafiando os parlamentares a considerarem outras prioridades que promovam um ambiente escolar mais democrático e inclusivo.





