O senador destacou que a condução das investigações por parte de Mendonça tem sido pautada por uma abordagem técnica e cuidadosa, incluindo a adoção de estratégias para evitar qualquer tipo de interferência nas apurações. Na análise de Girão, a negativa à delação de Vorcaro foi uma decisão acertada, uma vez que o empresário não apresentou informações que pudessem revelar as contas, ou “tubarões”, que, segundo ele, estão envolvidas em irregularidades que são de conhecimento de diversas esferas, incluindo a própria Polícia Federal.
Em seu pronunciamento, Girão enfatizou a necessidade de uma delação que seja completamente transparente e que não proteja indivíduos, independentemente de sua posição política. Para ele, ainda há muitas dúvidas a serem esclarecidas sobre a situação envolvendo o Banco Master e possíveis envolvidos.
Além de criticar a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) por manter tratativas de delação mesmo diante de opiniões contrárias da Polícia Federal e do ministro Mendonça, o senador renovou sua defesa pela criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito. Ele assegurou que ações já foram movidas junto ao Supremo Tribunal Federal com o objetivo de forçar a instalação da comissão.
Girão finalizou sua fala ressaltando que a responsabilidade de decidir pela abertura da CPI repousa sobre as mãos de André Mendonça, a quem atribui grande expectativa de mudanças nesse cenário investigativo.





