Girão destacou problemas persistentes, como a superlotação em hospitais, a escassez de médicos nas regiões interioranas e as longas esperas para a realização de exames e cirurgias. Para ele, a situação exige uma investigação minuciosa sobre contratos de saúde que superam a cifra de R$ 300 milhões, muitos dos quais são resultados de acordos firmados pela Secretaria de Saúde com cooperativas.
“Estamos em um momento em que a transparência é indispensável. O que falta não é dinheiro, mas uma gestão responsável que possibilite a plena utilização dos recursos disponíveis. Temos uma série de problemas crônicos, com atendimentos deficientes em policlínicas que mal conseguem dar conta da demanda”, afirmou Girão, que fez seu discurso por videoconferência. O senador expressou sua preocupação ao visualizar pessoas em longas filas, aguardando há meses por atendimento, o que, segundo ele, é desolador.
Em um outro ponto de sua fala, Girão voltou sua atenção para questões legislativas, criticando a recente medida provisória que isenta de impostos compras internacionais de até US$ 50, famosa pela denominação de “taxa das blusinhas”. O senador expressou sua indignação pela mudança de postura do governo, que anteriormente apoiava a taxação como forma de proteger a indústria nacional.
“É surpreendente que, em um momento eleitoral, haja uma reviravolta tão descarada nas posições do governo. Nessa corrida eleitoral, parece que tudo é permitida para conquistar votos, desconsiderando princípios básicos de coerência política”, declarou Girão. Sua fala evidencia uma insatisfação crescente com a forma como os assuntos públicos têm sido tratados, ressaltando a necessidade de maior integridade e compromisso por parte das autoridades.





