O senador não economizou palavras ao criticar o que considera uma obstrução ao trabalho da CPMI, ao afirmar que o sigilo de cem anos decretado pelo Senado “sabota” e “boicota” as investigações necessárias. Girão ressaltou a importância da transparência nas atividades do Senado, afirmando que a população tem o direito de saber sobre a movimentação de figuras ligadas ao governo.
Além de suas críticas, o senador também elogiou a atuação dos parlamentares da oposição, indicando que houve uma virada significativa em relação à composição da CPMI. Girão destacou que os senadores independentes e de oposição conseguiram garantir que não haverá proteção a “figurinhas carimbadas”, que, segundo ele, estavam sendo discutidas para ocuparem os postos de liderança na comissão.
“Essa CPMI já começou bem, já começou fazendo o que tem de ser feito”, afirmou Girão, expressando seu otimismo em relação ao desenrolar das atividades da comissão.
Durante sua fala, o senador também fez uma pausa para prestar homenagem ao médico e político Adolfo Bezerra de Menezes, ressaltando seu legado como humanista e abolicionista. Girão lembrou que Bezerra de Menezes, uma figura importante do espiritismo no Brasil, nasceu em 29 de agosto de 1831 e faleceu em 11 de abril de 1900, sublinhando a relevância de seu trabalho e sua contribuição para a sociedade brasileira.
Esses episódios demonstram a polarização política atual no Brasil e a luta por maior transparência e responsabilidade nos órgãos públicos. A CPMI, sob o olhar atento da sociedade, tem o desafio de desvendar questões delicadas relacionadas ao INSS e suas operações.