Girão, embora reconhecendo algumas divergências com o ministro, elogiou sua atitude de exigir mais transparência. O senador ressaltou que essa demanda por informações sobre quem decide a aplicação das emendas é legítima e necessária. Ele relembrou que já havia apresentado uma proposta de emenda à Constituição visando a extinção do mecanismo das emendas parlamentares, que, segundo sua visão, têm sido manipuladas para garantir a permanência de políticos no poder.
“Esse é um desvio de função, que possui exceções. O objetivo é proteger a política de intervenções externas, especialmente para candidatos novatos. Um senador ou deputado, por exemplo, pode destinar no mínimo R$ 80 milhões em emendas parlamentares. A pergunta que o ministro Flávio Dino fez é pertinente, e eu também estou curioso para saber quais líderes estão por trás dessas indicações”, afirmou Girão durante seu discurso, manifestando preocupação com a falta de clareza sobre esse processo.
Além de suas críticas às emendas parlamentares, o senador também abordou a questão da segurança pública no Ceará. Ele reiterou a necessidade de uma intervenção federal para coibir o avanço de facções criminosas que, segundo ele, estão comprometendo a segurança da população. Girão não poupou críticas à atuação dos governos estadual e federal, cerne de sua cobrança por ações mais efetivas contra a crescente violência no estado.
Por fim, o senador expressou sua insatisfação com a falta de apoio do governo federal à criação de escolas cívico-militares, ressaltando que esse modelo tem demonstrado oferecer um ambiente mais seguro e produtivo para alunos e professores. Girão considerou essa proposta uma alternativa viável para as famílias que buscam por melhores condições de educação.





