SENADO FEDERAL – Governo prorroga linha de crédito do FGTS para santas casas até 2030, garantindo suporte a instituições filantrópicas na saúde e evitando agravamento financeiro.

Recentemente, foi sancionada a Lei 15.486, que estende até 2030 a linha de crédito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) voltada para apoiar santas casas, hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que complementam o Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento a pessoas com deficiência. Essa prorrogação é significativa, uma vez que o prazo anterior para a contratação dessas operações expirou em 2022.

A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União, emerge como uma resposta a uma solicitação premente da comunidade hospitalar, que enfrenta desafios financeiros severos. A proposta teve origem no Projeto de Lei 2.465/2026, apresentado pelo deputado Paulo Pimenta, e foi aprovada pelo Senado em julho, sob a relatoria do senador Nelsinho Trad. Durante o período de 2019 a 2022, quando a linha de crédito estava ativa, cerca de R$ 3 bilhões foram alocados para aproximadamente 140 entidades filantrópicas, permitindo a renegociação de dívidas e uma reestruturação financeira fundamental.

Ao justificar a necessidade da extensão do prazo, o senador Trad destacou que muitas dessas instituições estão lidando com um cenário de endividamento elevado e dificuldades financeiras. A reabertura dessa linha de crédito surge como uma possibilidade de mitigar a crise enfrentada, garantindo a continuidade dos serviços que, em várias cidades, são a única opção de atendimento hospitalar disponível.

Outro ponto relevante levantado pelo relator é a ausência de impacto no Orçamento Geral da União, já que os recursos envolvidos são do FGTS, que operam sob natureza privada. A nova norma não apenas prorroga o prazo das operações de crédito, mas também ajusta a aplicação de regras tributárias estabelecidas na Lei Complementar 187 de 2021, que regulamenta a certificação de entidades beneficentes.

Além disso, a legislação permitirá a aplicação de suas regras a créditos tributários ainda não definitivamente constituídos, mesmo que relacionados a eventos ocorridos antes da vigência da lei complementar. Com essas mudanças, o Governo federal busca fortalecer a atuação de instituições que, em muitos casos, representam a linha de frente no sistema de saúde do país, especialmente em tempos desafiadores.

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