O senador argumentou que essa medida representa um sério obstáculo para um empreendimento considerado fundamental para o desenvolvimento econômico de Pernambuco e de toda a região Nordeste. A ferrovia é vista como uma rota vital que facilitaria o escoamento da produção agrícola e industrial do Sertão para o Porto de Suape, aumentando a competitividade regional e promovendo o crescimento econômico.
Costa enfatizou que uma decisão administrativa tomada à distância pode ter consequências drásticas para a vida de centenas de trabalhadores. Ele alertou para os possíveis impactos que a suspensão de R$ 200 milhões em investimentos poderia causar, descrevendo-os como uma ameaça direta ao progresso da região. “Uma simples canetada de um burocrata, feita em Brasília, pode eliminar emprego e colocar em risco o futuro de muitos. É um erro de proporções significativas”, defendeu o senador.
Além disso, o parlamentar destacou que essa obra é vista como um instrumento estratégico para o fortalecimento das cadeias produtivas e a promoção da integração regional. Ele considerou a decisão do TCU um equívoco grave, ressaltando que ignora a importância que esse projeto tem para o desenvolvimento do Nordeste, especialmente para os desafios enfrentados pelas áreas do Semiárido.
Destacando a relevância política do assunto, Humberto Costa responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, pela exclusão de Pernambuco do traçado original da Transnordestina. Ele lamentou que apenas a intervenção do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tenha possibilitado a reintegração do estado ao projeto. “Foi preciso um esforço considerável para corrigir esse erro histórico, e não iremos aceitar que nosso estado seja preterido mais uma vez em sua busca pelo desenvolvimento econômico e social”, concluiu Costa.
Com essa declaração enfática, Humberto Costa mostrou-se determinado a lutar pelo avanço do projeto, ressaltando a necessidade de respaldo e investimento na infraestrutura nordestina.



