Cleitinho enfatizou que os valores destinados a esses incentivos poderiam ser utilizados de forma mais eficaz. Em sua proposta, ele sugeriu que o governo de Minas Gerais iniciasse um diálogo com a União para que os fundos gerados pelos impostos das mineradoras fossem direcionados ao abatimento da dívida que o estado possui com o governo federal. Segundo o senador, essa medida não apenas sanearia parte da dívida, mas também proporcionaria um fôlego financeiro para implementar políticas públicas que beneficiariam a população mineira.
“Minas Gerais deve bilhões de reais à União. É hora de interromper esses incentivos fiscais para as mineradoras. Precisamos exigir que elas contribuam com o pagamento dessas dívidas, permitindo assim que possamos investir em áreas que realmente importam para a sociedade”, declarou Cleitinho, com uma postura determinada em defesa dos interesses do estado.
Além da crítica aos incentivos às mineradoras, o senador também direcionou suas atenções para a questão do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Ele propôs uma revisão na alíquota deste imposto, alegando que uma redução proporcionaria alívio financeiro para os cidadãos mineiros. Cleitinho argumentou que qualquer alteração na taxa do IPVA deve estar atrelada à implementação de melhorias na infraestrutura viária, uma necessidade premente em Minas Gerais.
O discurso do senador reflete uma crescente insatisfação com a gestão fiscal do estado e aponta para uma procura por soluções que integrem justiça fiscal e desenvolvimento social. À medida que Minas Gerais enfrenta desafios financeiros substanciais, as propostas de Cleitinho destacam a urgência de repensar as políticas fiscais em vigor.
