Durante sua fala, Cleitinho destacou que, enquanto o aumento previsto para o salário mínimo em 2027 é de apenas 5,92%, este índice está muito aquém do que a realidade do custo de vida exige. Ele reforçou que os altos salários e benefícios concedidos a magistrados contrastam drasticamente com a situação econômica enfrentada por uma boa parte da população.
Para ilustrar sua argumentação e chamar a atenção dos colegas senadores, Cleitinho trouxe objetos para o Plenário, demonstrando que o incremento projetado para o salário mínimo não seria suficiente para adquirir produtos essenciais ou contratar serviços básicos que compõem o cotidiano do cidadão comum.
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027, por sua vez, prevê um aumento do salário mínimo, que passaria de R$ 1.621 para R$ 1.717, um acréscimo de apenas R$ 96. O senador foi enfático ao afirmar que a discussão sobre o poder de compra do povo brasileiro deveria transcender as divisões políticas, englobando tanto a esquerda quanto a direita.
Cleitinho concluiu sua intervenção pedindo uma mobilização do Congresso em torno de iniciativas que busquem fortalecer o poder aquisitivo da população. Para ele, o foco nas dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores deve se tornar um ponto central nas pautas discutidas pelo Parlamento. O senador alertou sobre a necessidade urgente de colocar o custo de vida dos cidadãos em primeira linha nas prioridades legislativas, buscando, assim, um equilíbrio mais justo na sociedade brasileira.
