SENADO FEDERAL – “Senador Cita Apostas como Causa da Derrota do Brasil e Cobre Novo Técnico na Seleção”

Na sessão do Senado ocorrida nesta segunda-feira, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) abordou a recente eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, responsabilizando as empresas de apostas esportivas pela derrota. O time nacional foi derrotado pela Noruega nas oitavas de final, no dia anterior, em uma partida realizada em Nova Jersey. Segundo Girão, a presença crescente das casas de apostas no futebol brasileiro tem consequências prejudiciais, afastando os torcedores do esporte e gerando uma série de problemas sociais, como endividamento excessivo, divórcios e desemprego.

Durante seu discurso, que foi realizado por meio remoto, o senador enfatizou a necessidade de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revisar suas políticas de patrocínios, especialmente no que diz respeito à relação com as empresas de apostas. Girão argumentou que o Brasil, atualmente, é um “paraíso” para essas casas, algo que ele considera um fator que contribui para a desvalorização do futebol e para a deterioração das relações familiares.

Além disso, o parlamentar sugeriu que a Seleção Brasileira deveria voltar a ser gerida por um técnico nacional. De acordo com Girão, o país tem profissionais competentes e preparados para ocupar essa posição. Ele mencionou o nome de Filipe Luís, um ex-jogador qualificado que, segundo ele, possui a experiência necessária e se destaca por não se associar a empresas de apostas, priorizando a ética em sua carreira.

Em outra parte de seu discurso, Girão criticou uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) relacionada à assistolia fetal. A medida anterior restringia a prática em gestações com mais de 22 semanas, permitindo o procedimento apenas em casos previstos pela legislação, como o risco de vida para a gestante ou anencefalia. O senador condenou a prática da assistolia, descrevendo-a como uma “aplicação covarde” e comparando sua proibição em procedimentos veterinários à permissão nesse contexto humano, o que, segundo ele, é uma contradição ética.

Com estas declarações, Eduardo Girão não apenas trouxe à tona questões do esporte nacional, mas também tocou em temas de bioética, trazendo uma perspectiva polêmica para o debate atual.

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