De acordo com o senador, é vital que haja uma colaboração efetiva entre os produtores rurais e os governos nas esferas federal, estadual e municipal. Ele destaca que essa união é crucial para que os danos causados pela mudança climática sejam minimizados. Rodrigues fundamentou suas declarações em dados provenientes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, que indicam uma alta probabilidade de que o El Niño continue até 2027, sendo que entre outubro e dezembro há a possibilidade de o fenômeno alcançar uma intensidade significativa.
O senador também trouxe à tona as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia, que preveem uma diminuição no volume de chuvas e um aumento nas temperaturas em Roraima, o que poderá impactar severamente a agricultura, a pecuária e o abastecimento de água na região. Rodrigues apontou que está previsto um cenário de chuvas abaixo da média no estado, com a possibilidade de temperaturas superando 1,5 ºC em relação à média histórica. Diante desse panorama, ele solicitou que as autoridades realizem uma avaliação cuidadosa das infraestruturas de abastecimento, poços e equipamentos de combate a incêndios, alertando para a necessidade de uma atuação coordenada entre diversas instituições, como a Defesa Civil e órgãos ambientais.
As expectativas do setor produtivo são alarmantes. O senador disse que a produtividade da soja em Roraima pode sofrer uma redução de até 50%, resultando em perdas financeiras que podem chegar a R$ 500 milhões na cultura da soja, e ultrapassar R$ 2 bilhões quando se consideram todos os segmentos do agronegócio. Para Rodrigues, os reflexos da agricultura vão além de meras previsões climáticas, representando sérias consequências econômicas e sociais que já estão se materializando. Ele concluiu ressaltando a necessidade de utilizar o conhecimento científico disponível para proteger vidas e mitigar os danos que a mudança climática pode trazer ao estado.




