A comissão também observa que a decisão do governo americano não deve ser vista como um fechamento total das negociações. Na verdade, as autoridades dos EUA indicaram que as tarifas podem ser reavaliadas, o que sinaliza a importância do diálogo contínuo e estratégico entre os países. Nesse contexto, a CRE enfatiza que, embora há setores que ainda enfrentam novos ônus, a ampliação da lista de exceções, que agora inclui produtos como ferro-gusa, certos tipos de couro, mel orgânico e café instantâneo, reflete os resultados positivos de esforços diplomáticos e da mobilização do setor produtivo brasileiro.
Entretanto, a comissão está ciente de que muitos segmentos, como máquinas agrícolas, vestuário e calçados, continuam desafiados pela aplicação das tarifas. Isso gera um impacto significativo sobre empresas e trabalhadores em uma variedade de cadeias produtivas, o que reforça a necessidade de um acompanhamento contínuo das consequências econômicas dessas decisões.
A CRE lembrou que o Brasil possui a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, como ferramenta legal para defender seus interesses. Essa legislação fortalece a posição do país nas negociações, mas a aplicação de qualquer medida deve ser feita com cautela e fundamentada em critérios técnicos, levando em conta os efeitos que possam ter sobre a economia interna e sobre a possibilidade de renovações futuras nas negociações.
Por fim, a comissão reiterou seu compromisso em representar os interesses dos setores produtivos brasileiros, buscando continuamente ampliar as exceções possíveis e negociando soluções que evitem conflitos comerciais prejudiciais. O senador Nelsinho Trad enfatizou a importância de manter abertas as vias de diálogo, fundamentais para a preservação de empregos e investimentos.
