Estima-se que durante o conflito, centenas de milhares de ciganos perderam suas vidas, vítimas da intolerância e do preconceito que marcaram um dos períodos mais sombrios da história humana. O reconhecimento desse genocídio, muitas vezes ofuscado pelo foco nas tragédias mais amplamente divulgadas, como a do povo judeu, é primordial para que se faça justiça à memória daqueles que sofreram e morreram.
Durante a audiência, participantes não só se solidarizaram com as lembranças do passado, como também enfatizaram a importância de um compromisso contínuo com os direitos humanos. Os sobreviventes dessa atrocidade, que buscaram refúgio em diversas partes do mundo, encontraram no Brasil um novo lar. Hoje, estima-se que o país abrace cerca de 1 milhão de ciganos, uma comunidade que, apesar dos desafios, luta diariamente para preservar sua cultura e identidade.
Essas discussões vão além da mera recordação; elas criam um espaço para que se promova a conscientização sobre as questões que ainda afligem a população cigana na atualidade. Estigmas, discriminação e marginalização permanecem como desafios diários para muitos ciganos, refletindo a necessidade de ações afirmativas e políticas públicas que promovam inclusão e respeito.
A audiência reforçou a relevância histórica e social de reparar a memória das vítimas e valorizar a cultura romani, promovendo um diálogo que busca minimizar as injustiças do passado e criar um futuro mais igualitário e respeitoso para todos.
