El Niño, que se caracteriza pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico na região equatorial, tem a capacidade de influenciar o clima em várias partes do mundo. Especialistas apontam que, neste ano, esperamos um fenômeno excepcionalmente forte. Na comissão, os participantes concordaram que a eficácia nas medidas de prevenção depende de uma abordagem integrada, pois ações isoladas não são suficientes para enfrentar a complexidade das mudanças climáticas.
O senador Astronauta Marcos Pontes, ao presidir a audiência, enfatizou a urgência de ações coordenadas e inteligentes, que façam uso econômico dos recursos, argumentando que os desastres naturais têm gerado impactos devastadores, com perda de vidas e danos financeiros significativos. Seu colega, o senador Wellington Fagundes, de Mato Grosso, alertou que a seca extrema, uma possível consequência do El Niño, pode oferecer uma séria ameaça ambiental e social, dada a importância de seu estado na produção agrícola e na preservação de biomas como o Pantanal.
Já a senadora Damares Alves manifestou preocupação com as populações mais vulneráveis e questionou sobre as medidas já adotadas pelo governo para minimizar os riscos. O coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) disse que, apesar de ser cedo para prever a intensidade do fenômeno, os efeitos de edições anteriores, mesmo moderadas, foram devastadores.
Os desastres não são apenas ou exclusivamente provocados por eventos climáticos extremos, como evidenciado pela tragédia da barragem de Brumadinho, que resultou de vulnerabilidades estruturais. A compreensão e a mitigação do risco envolvem uma análise quantitativa e qualitativa das condições que podem agravar a situação.
A gestão de riscos climáticos é vital, especialmente no setor agropecuário, que já se vê ameaçado por um cenário de mudanças climáticas constantes. Pesquisadores indicam que o Brasil, apesar de ser uma potência nesse segmento, ainda apresenta fragilidades na gestão desses riscos. Os compromissos assumidos em várias instâncias são essenciais, mas o desafio de implementar uma comunicação efetiva entre as instituições ainda persiste.
Estudos indicam que cada R$ 1 investido em prevenção pode resultar em uma economia de R$ 4 em danos futuros. Portanto, é vital que se promovam ações coletivas e coordenadas entre diferentes esferas da administração pública e da sociedade civil para criar um ambiente seguro e resiliente frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelo fenômeno El Niño.





