Durante a sessão, apenas 59 dos 67 senadores presentes registraram voto, o que levou Alcolumbre a se manifestar contra a continuidade da votação, que requer maioria absoluta de 41 votos para ser aprovada. O presidente anunciou que levaria a indicação a um novo Plenário em uma data futura, ressaltando que havia um prazo considerável para a posse do novo corregedor, marcada para o dia 3 de setembro.
Os senadores Omar Aziz e Weverton foram alguns dos defensores do adiamento da votação, argumentando que era prudente esperar por um número mais representativo de votos. Durante os debates, Benedito Gonçalves recebeu apoio significativo, com senadores como Otto Alencar se posicionando a favor, enquanto outros, como Marcos do Val, manifestaram sua intenção de votar contra a indicação. Essa disparidade provocou reações entre os senadores da oposição, que pressionaram para que a votação prosseguisse mesmo com o número de votos registrados.
Na parte da manhã, a aprovação da indicação ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Gonçalves recebeu 21 votos favoráveis e 5 contrários, avançando em regime de urgência para a apreciação do Plenário. A indicação, iniciativa do STJ e relatada pelo senador Cid Gomes, foi bem recebida na CCJ, mas encontrou resistência no Plenário principal.
Graduado em Direito e com uma vasta formação, Benedito Gonçalves iniciou sua carreira como inspetor de alunos e, ao longo dos anos, construiu trajetória significativa na magistratura, com passagens por diferentes estados brasileiros. Sua experiência inclui atuações como juiz federal e, posteriormente, como desembargador, até alcançar o cargo de ministro do STJ, onde permanece até hoje.
O CNJ, o órgão em questão, é responsável por assegurar a eficiência e a transparência do sistema judiciário, monitorando o cumprimento das obrigações dos magistrados e estabelecendo padrões operacionais para o Judiciário em todo o Brasil. A escolha do corregedor é, portanto, um processo de grande relevância para a manutenção da integridade e da confiança nas instituições jurídicas do país.
