Essa iniciativa altera a Lei 13.756, de 2018, que, até o momento, determina que a arrecadação proveniente das apostas, após o pagamento de prêmios e imposto de renda, fosse direcionada exclusivamente ao Ministério do Esporte. Agora, com essa nova redistribuição, uma parcela desses recursos será canalizada para as atividades da Comissão Desportiva Militar, que já desempenha um papel relevante na formação de atletas de alto rendimento, incluindo representantes olímpicos.
A senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal e presidente da CEsp, é a autora do projeto. Ela enfatizou a importância do esporte nas Forças Armadas, destacando que muitas iniciativas de sucesso, como o Programa Forças no Esporte, não apenas incentivam a prática esportiva, mas também promovem a inclusão social e a educação através do reforço escolar. Segundo Leila, esse tipo de programa gera um ambiente benéfico, que proporciona disciplina e um senso de proteção para os jovens envolvidos.
A senadora foi clara ao afirmar que a proposta não implica em aumento de tributos sobre as apostas, apenas promove uma reorganização dos recursos já arrecadados. Para o relator do projeto, o senador Chico Rodrigues, do PSB de Roraima, essa proposta torna a alocação de recursos mais equitativa, já que outras áreas do Sistema Nacional de Esporte também recebem verbas provenientes das apostas.
Com a aprovação na CEsp, o projeto poderá ter um impacto crescente se for sancionado, fortalecendo o esporte militar e beneficiando a formação de atletas em um setor que, muitas vezes, luta por recursos em um orçamento restrito.
