O senador Paulo Paim (PT-RS), que participou da reunião, destacou que Davi mostrou disposição em apoiar a proposta, considerando até a possibilidade de eliminar o período de transição que está previsto no texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. A proposta em análise no Senado determina que as novas regras sobre a jornada de trabalho entrem em vigor 60 dias após a promulgação.
Durante uma coletiva de imprensa após o encontro, Paim, juntamente com a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), ressaltou que a discussão sobre o tema já dura desde que a PEC foi enviada ao Senado em maio. Ela afirmou que o consenso em torno do conteúdo do texto é evidente, e que o foco atual deve ser na definição dos próximos passos para a tramitação da proposta.
Teresa enfatizou que o calendário para votação da PEC é de natureza parlamentar e não eleitoral. Ela assegurou que os procedimentos relativos à discussão continuarão a ser definidos ao longo das sessões, especialmente após o debate que ocorreu no Plenário.
Além disso, Paim mencionou que Davi questionou a necessidade de uma transição tão prolongada, sugerindo que uma emenda de redação pudesse permitir que as novas regras começassem a valer imediatamente. Essa postura evidenciou uma vontade concreta do presidente do Senado em acelerar a tramitação da PEC, de acordo com Paim.
Por sua vez, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, avaliou a reunião como excelente e expressou otimismo quanto à tramitação da pauta. Segundo ele, a sociedade brasileira demonstra um forte apoio à ideia de redução da jornada e ao fim da escala 6×1, com 80% da população favorável a essa mudança. Nobre enfatizou a sensibilidade de Davi para com as demandas dos trabalhadores e destacou a importância de aprovar essa proposta durante sua gestão, considerando-a uma conquista histórica. A expectativa agora é de que a discussão avance rapidamente, refletindo a voz da população e as necessidades dos trabalhadores.





