SENADO FEDERAL – Comissão de Direitos Humanos aprova projeto que prioriza recursos para proteção de crianças e adolescentes nas emendas de bancada estadual

Nesta quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deliberou e aprovou um projeto de lei complementar que busca incluir a proteção e a promoção dos direitos de crianças e adolescentes entre as políticas públicas prioritárias para a destinação de recursos provenientes de emendas de bancada estadual. O projeto, conhecido como PLP 26/2025, altera a Lei Complementar 210, de 2024, para especificar que as políticas voltadas a essa faixa etária devem coexistir com iniciativas já previstas que dizem respeito a direitos humanos, igualdade racial e à proteção das mulheres.

A proposta, liderada pela senadora Damares Alves, do partido Republicanos-DF, procura expandir o impacto das emendas parlamentares, garantindo que recursos sejam destinados a políticas fundamentais para o bem-estar de crianças e adolescentes, um dos segmentos mais vulneráveis da população brasileira. A senadora argumenta que a formalização dessas diretrizes permite um direcionamento mais eficaz dos recursos públicos e, consequentemente, melhores condições de vida para essa população.

O parecer favorável ao projeto foi apresentado pelo senador Eduardo Girão, do Novo-CE, e lido durante a reunião por Astronauta Marcos Pontes, do PL-SP. Com a aprovação na CDH, a matéria agora segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para análise adicional.

Na justificativa do projeto, Damares destaca dados alarmantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelam que, em 2022, aproximadamente 24,5% das pessoas com até 17 anos viviam em extrema pobreza, em lares com renda inferior a R$ 246 mensais por pessoa. A senadora também cita mais de um milhão de casos de violência contra crianças e adolescentes registrados entre 2011 e 2021, enfatizando a urgência de uma resposta governamental mais eficaz.

Girão reforça a importância do projeto, ressaltando a responsabilidade do Estado em garantir a proteção integral dos direitos desse grupo e a necessidade fundamental de alocar recursos de forma a promover sua dignidade e desenvolvimento. A proposta, segundo ele, não apenas preenche uma lacuna significante nas políticas públicas, mas também representa um passo crucial em direção à melhoria das condições de vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

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