O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou que uma parte significativa do valor aprovado ainda não havia sido utilizada, o que justificou a votação em caráter de urgência. A medida provisória, que será promulgada em breve, foi editada em março pela Presidência da República e já havia passado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário da Câmara dos Deputados no dia anterior à votação no Senado.
Durante a reunião, Alcolumbre destacou que a Zona da Mata não poderia perder a oportunidade de acessar esse crédito essencial para minimizar os danos decorrentes da tragédia. Ele expressou sua gratidão aos senadores pela disposição em realizar a votação de forma célere e em uma data inesperada.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, também agradeceu o apoio dos colegas pela aprovação unânime da proposta e enfatizou a importância de se levar em conta as questões relacionadas à transição climática, pedindo que todos os representantes políticos se comprometem com o cuidado e proteção das famílias impactadas em todo o Brasil.
A senadora Damares Alves também fez eco ao consenso alcançado, ressaltando que a ação legislativa visa socorrer as pessoas afetadas e cumprir o papel social de atendimento às demandas emergenciais.
Entre os municípios que serão beneficiados, destacam-se Água Boa, Cataguases, Divinésia, e as já mencionadas Juiz de Fora e Ubá. Os recursos alocados têm como alvo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que se encarregará de financiar ações imediatas de resposta às emergências, assistência às vítimas e recuperação das áreas devastadas.
Além das ações de defesa civil, a medida provisória também estabelecerá apoio financeiro direto às famílias que perderam bens ou sofreram danos materiais em decorrência das enchentes. Essas ações seguirão as diretrizes já definidas em uma medida provisória anterior, que instituiu um auxílio específico para moradores de regiões devastadas e que se encontram em situação de calamidade pública reconhecida.
Por fim, cabe ressaltar que, embora as medidas provisórias tenham efeito imediato, elas precisam passar pelo crivo do Congresso Nacional para se tornarem leis com validade permanente. O processo legislativo envolve uma análise inicial em uma comissão mista e segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado.
