SENADO FEDERAL – Senado Aprova Projeto que Fortalece Acesso à Justiça e Estrutura Defensoria Pública da União em Regime de Urgência

Na sessão plenária do Senado realizada nesta terça-feira, 11 de setembro, foi aprovado em regime de urgência o projeto de lei que institui e estrutura o Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União (DPU). A iniciativa visa a ampliação e fortalecimento das atividades da DPU, um órgão fundamental para a promoção do acesso à Justiça e a defesa dos direitos individuais e coletivos, especialmente entre as camadas mais vulneráveis da sociedade.

A votação foi simbólica, e o projeto, conhecido como PL 1.881/2025, agora seguirá para a sanção presidencial. O novo fundo contará com diversas instâncias administrativas, incluindo um conselho curador, um conselho gestor, um conselho fiscal e uma diretoria executiva, cuja composição e forma de designação serão detalhadas em regulamentos posteriores.

Quanto à sua estrutura de financiamento, o projeto delineia as diversas fontes de receita que integrarão o fundo. Entre as possibilidades estão dotações orçamentárias específicas, percentuais das custas de processos judiciais na esfera federal, além de recursos oriundos da alienação de bens apreendidos e transferências de outros fundos públicos e privados. O texto também estipula que as receitas devem ser geridas em uma conta específica e que o saldo positivo poderá ser transferido para o exercício seguinte. Adicionalmente, a execução orçamentária deverá ser reportada em um portal de transparência.

Um ponto importante do projeto é a proibição expressa da utilização dos recursos do fundo para despesas indenizatórias e de pessoal, exceto para ações específicas que possam ser previstas no próprio documento.

Durante a discussão, o senador Fabiano Contarato, responsável pelo relatório favorável à proposta, ressaltou a autonomia funcional e administrativa da DPU, assegurada pela Constituição. Ele defendeu a criação do fundo como um mecanismo que não interfere nas competências do Poder Executivo, destacando que as fontes de financiamento são majoritariamente provenientes de recursos já existentes, sem a necessidade de criação ou aumento de tributos.

Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro de 2025, a proposta chegou ao Senado e foi rapidamente direcionada à apreciação no Plenário, atendendo a um requerimento de líderes da Casa. Contudo, a votação contou com a oposição de senadores como Sargento Reginauro e Magno Malta, que se manifestaram contrários ao projeto.

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