SENADO FEDERAL – Senado Aprova Projeto que Criminaliza Divulgação Não Autorizada de Imagens de Vítimas e Cadáveres, Protegendo Honra e Imagem das Pessoas Envolvidas

Na sessão plenária desta quarta-feira, o Senado Federal deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que visa criminalizar a captação e a divulgação não autorizada de imagens que possam identificar vítimas de crimes, acidentes e cadáveres. A proposta, que recebeu o número PL 1.242/2026 e é de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), foi acolhida com um parecer favorável do senador Marcelo Castro (MDB-PI), que destacou a relevância da medida no contexto da proteção da dignidade das vítimas.

Com a recente aprovação, a matéria agora retorna à Câmara dos Deputados para nova análise, uma vez que teve modificações em sua redação original. O projeto altera aspectos do Código Civil e do Código Penal, com o intuito de ampliar as resguardos legais da honra e da imagem das vítimas. Entre as principais inovações, a proposta tipifica como crime a divulgação de imagens sem um motivo legítimo, o que visa coibir ações que possam trazer mais sofrimento a pessoas que já enfrentam momentos delicados.

O texto também estabelece algumas exceções, permitindo a divulgação quando esta for necessária para a justiça, quando atender a um interesse público devidamente justificado ou quando houver o consentimento da própria vítima. Essas condições buscam equilibrar a proteção da privacidade com a necessidade de transparência em casos que possam ter relevância social ou judicial.

Além disso, a nova versão aprovada na Casa Legislativa trouxe uma alteração nas penas inicialmente propostas. Enquanto a versão original previa reclusão de um a três anos, além de multa para os infratores, o parecer de Marcelo Castro reduziu a sanção para detenção de seis meses a dois anos, com a manutenção da pena pecuniária. Essa mudança foi vista como um esforço para tornar a legislação mais eficiente e justa.

A votação, que estava programada para quinta-feira (16), foi antecipada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, refletindo a urgência em tratar de um tema sensível que, se aprovado de forma definitiva, pode trazer importantes mudanças para a proteção das vítimas de crimes e acidentes no Brasil.

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