Sancionado como a Lei 15.388, o novo PNE deverá guiar as diretrizes das políticas educacionais até 2036. O plano é ambicioso em suas propostas, contemplando 19 objetivos e 73 metas organizadas em três eixos fundamentais: acesso, qualidade e equidade. Um dos compromissos mais relevantes dessa nova legislação é a universalização da pré-escola para crianças de 4 e 5 anos, além da ampliação do acesso a creches para 60% das crianças até 3 anos. Para garantir um aprendizado efetivo, o plano também visa assegurar que todos os alunos sejam alfabetizados até o final do segundo ano do ensino fundamental.
A discussão em torno do PNE foi robusta, envolvendo a realização de audiências públicas e a consideração cuidadosa de emendas ao longo de todo o processo legislativo. Um dos aspectos destacados por Luana Bergmann, consultora legislativa em educação, é a capacidade do PNE de funcionar como um verdadeiro “GPS” para o setor educacional, alinhando-se aos desafios atuais e às necessidades futuras, incluindo a integração de tecnologias e relação com as mudanças climáticas.
Ainda no âmbito da educação básica, foram aprovadas propostas que tornam obrigatória a inclusão da educação política e dos direitos da cidadania nos currículos escolares. Esta medida visa fortalecer a formação cidadã dos estudantes, preparando-os para uma participação ativa na vida política do país.
Outro destaque foi a criação de duas novas universidades federais: a Universidade Federal do Xingu, voltada para o desenvolvimento regional no Pará, e a Universidade Federal do Esporte, destinada à formação e pesquisa em ciências do esporte, ambas iniciativas que buscam ampliar a oferta de educação superior no Brasil.
A valorização dos professores também esteve no centro das atenções legislativas, com a atualização do piso salarial nacional para R$ 5.130,63, refletindo um reajuste que impacta diretamente a atratividade da carreira docente. Além disso, foram estabelecidas diretrizes para a formação continuada dos profissionais da educação.
Por fim, em um passo significativo rumo à inclusão educacional, os parlamentares aprovaram a criação de uma política nacional voltada para estudantes com altas habilidades ou superdotação, com medidas concretas para garantir acompanhamento e atendimento especializado a esses alunos.
As ações legislativas deste semestre não apenas refletem um compromisso com a educação, mas também buscam construir um futuro mais inclusivo e igualitário para todos os brasileiros.





