SENADO FEDERAL – Senado Aprova Indenizações para Vítimas de Escalpelamento em Acidentes com Embarcações na Amazônia

Na última quarta-feira, 15 de setembro, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou um projeto de lei que estabelece indenizações específicas para vítimas de escalpelamento, um tipo de acidente que resulta na remoção do couro cabeludo, frequentemente ocasionado por embarcações. O projeto, de número 3.359/2024, foi proposto pela senadora Damares Alves, do partido Republicanos, e agora segue para análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O relatório apresentado pelo senador Magno Malta destaca o aumento da incidência desses acidentes a partir da década de 1970, especialmente na região amazônica, onde o uso de barcos a motor se tornou comum. O senador Jaime Bagattoli, ao ler o relatório, alertou sobre os riscos envolvidos: a rotação dos motores pode enroscar os cabelos das vítimas, levando a graves lesões que podem resultar na perda do couro cabeludo, das orelhas e, em casos extremos, até mesmo de partes do rosto.

As alterações propostas no projeto têm como base a Lei 8.374 de 1991, que regula o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas, conhecido como Seguro-DPEM. Este seguro garante que as vítimas de acidentes envolvendo embarcações recebam um valor da seguradora contratada pelo proprietário do veículo. Dependendo da gravidade do acidente, o reembolso para despesas médicas ou a indenização por invalidez é feita conforme a necessidade do acidentado, estabelecendo um valor máximo. Em casos de morte, a quantia a ser paga é fixada em lei.

O novo projeto estipula que o Conselho Nacional de Seguros Privados, responsável pela fiscalização do setor, estabelecerá um limite máximo para determinadas indenizações. Entre as determinações estão um reembolso mínimo de R$ 2.700 para despesas médicas gerais, e um valor de não menos que R$ 13.500 para indenizações por morte ou invalidez permanente. Essa medida visa não apenas oferecer um suporte financeiro às vítimas desses acidentes, mas também aumentar a conscientização sobre os riscos associados a atividades náuticas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo