A nova base de dados será projetada para manter a privacidade das vítimas, garantindo que suas informações pessoais não sejam expostas. Por outro lado, o cadastro reunirá dados relevantes sobre os agressores, permitindo uma interação mais eficiente entre as diferentes autoridades envolvidas na segurança pública e na justiça. A relatora do projeto, senadora Professora Dorinha Seabra, do partido União-TO, ressaltou a importância dessa medida em promover uma resposta mais eficaz das forças de segurança. Segundo a senadora, a centralização das informações facilitará o trabalho das autoridades, possibilitando um combate mais eficaz à impunidade e uma maior proteção às mulheres.
A aprovação deste projeto representa um passo significativo na luta contra a violência de gênero no Brasil. Com o aumento dos casos de feminicídio e outras formas de agressão, a criação de um cadastro nacional se torna uma ferramenta essencial para auxiliar as forças de segurança na identificação e monitoramento de agressores. A expectativa é que, com a implementação desse sistema, seja possível reduzir os índices de crimes violentos contra mulheres e oferecer um ambiente mais seguro para todas.
A proposta ainda precisará passar por outras etapas legislativas antes de sua possível sanção, mas o apoio demonstrado na CCJ indica uma crescente sensibilização sobre a gravidade dos crimes de gênero e a urgência em estabelecer mecanismos que protejam as vítimas e responsabilizem os agressores. Com essa iniciativa, o Senado busca não apenas aumentar a eficácia nas ações de segurança, mas também promover um ambiente onde as mulheres se sintam mais seguras e protegidas em seu cotidiano.






