SENADO FEDERAL – Senado Aprova Acordo da OMC que Elimina Tarifas e Estimula Comércio de Aeronaves Civis no Brasil

Nesta terça-feira, 30 de outubro, o Senado brasileiro deu um passo importante ao aprovar o projeto de decreto legislativo que formaliza o Acordo sobre Comércio de Aeronaves Civis, estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Com essa aprovação, o texto seguirá para promulgação, solidificando o compromisso do Brasil com as normas internacionais que visam à liberalização do comércio no setor da aviação civil.

O projeto, conhecido como PDL 1020/2025, teve sua origem em uma proposta do Executivo e já tinha recebido o aval da Câmara dos Deputados, um reflexo da confluência de esforços entre os poderes Legislativo e Executivo em prol do desenvolvimento do setor aeronáutico. No Senado, a matéria foi relatada por Nelsinho Trad (PSD-MS), atual presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que apresentou um parecer favorável, enfatizando a importância estratégica do acordo.

Em seu relatório, Trad elogia o Acordo, afirmando que ele é um instrumento multilateral que busca a maior liberalização possível do mercado global de aviação. Entre suas determinações estão a eliminação de tarifas de importação para aeronaves, motores e peças, além da proibição de subsídios à exportação e a redução de barreiras não tarifárias. Tais medidas visam fomentar um ambiente comercial mais justo e competitivo entre os países signatários.

Conforme informações do Ministério das Relações Exteriores, um dos principais objetivos deste acordo, que teve início em 1979, é eliminar tarifas de importação sobre aeronaves civis e alguns produtos relacionados à aviação. O governo brasileiro já não impõe tarifas para tais produtos, e a adesão ao acordo visa consolidar essa prática, o que poderá ter um efeito positivo na previsibilidade dos preços de insumos e, por conseguinte, atrair investimentos externos.

O senador Trad também apontou os pilares que fundamentam o acordo: isenção tarifária, previsibilidade para investidores, igualdade competitiva e participação equitativa dos Estados nas decisões que moldam o futuro da aviação civil. Com a aprovação, o Brasil se alinha a um modelo que facilita o intercâmbio internacional de aeronaves e peças, resultando em redução dos custos de produção e manutenção.

Dessa forma, o Senado reafirma seu papel na construção de um ambiente que não apenas busca modernizar a aviação brasileira, mas também almeja inserir o país de maneira estratégica nas dinâmicas de comércio global. Com isso, as expectativas são otimistas quanto ao fortalecimento do setor aeronáutico nacional e ao impulso econômico que essa liberalização pode trazer.

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