Durante a reunião, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) leu o relatório elaborado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), que fez uma série de modificações no projeto original. Uma das principais mudanças foi a inclusão de outras pessoas além dos atletas na proteção da liberdade de expressão. Além disso, o texto amplia as exceções que permitem sanções, buscando garantir que as manifestações não prejudiquem o andamento dos eventos esportivos.
Girão enfatizou a importância de garantir que os atletas não percam seus direitos fundamentais, mesmo durante competições esportivas. Para o senador, as restrições à liberdade de expressão devem ocorrer apenas em casos que causem perturbação ou que configurem um ilícito. O relatório também critica a Justiça Desportiva por sua postura considerada “silenciadora” em relação aos atletas.
O projeto de lei estabelece que manifestações por palavras, gestos ou outras formas de expressão não poderão ser punidas pelas entidades esportivas, a menos que configurem infrações previstas na lei civil ou penal, violem regras da modalidade esportiva, desrespeitem a arbitragem ou autoridades esportivas, ou atrapalhem o andamento das competições.
O relatório apresentado pela senadora Leila Barros destaca casos recentes de punições consideradas indevidas no meio esportivo, como a denúncia contra a jogadora de vôlei Carol Solberg por manifestações políticas e a demissão do preparador físico da seleção feminina de basquete Diego Falcão. Esses exemplos evidenciam a importância do debate sobre a liberdade de expressão no ambiente esportivo brasileiro.
A proposta seguirá para análise da Comissão de Defesa da Democracia (CDD) antes de ser decidida de forma definitiva. A expectativa é de que o projeto traga mudanças significativas para garantir a liberdade de expressão e o respeito aos direitos dos profissionais envolvidos no universo esportivo.





