SENADO FEDERAL – Projeto de lei propõe punir fraudes em “vaquinhas” virtuais para garantir transparência na destinação dos recursos arrecadados.

Um novo projeto de lei está em pauta no Senado para punir fraudes em campanhas de arrecadação coletiva, mais conhecidas como “vaquinhas”. O senador Cleitinho, do partido Republicano de Minas Gerais, é o responsável pela iniciativa que busca garantir a transparência e a destinação correta dos recursos arrecadados para auxiliar grupos ou causas específicas. O PL 2.172/2024, aguarda a designação de um relator para dar continuidade à sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).

O projeto prevê a alteração do Código Penal, incluindo um artigo que tipifica como crime o desvio de recursos obtidos em arrecadações coletivas para finalidades distintas das inicialmente divulgadas. A pena estabelecida pelo projeto para essa conduta é de reclusão de 4 a 8 anos, além de multa. Em situações de “comoção social”, a penalidade pode ser aumentada de um terço ao dobro.

A reclusão, forma de privação de liberdade no sistema penal brasileiro, seria cumprida inicialmente em regime fechado, sem direito à liberdade condicional. A definição de “comoção social” não foi especificada no projeto de lei.

Na justificativa apresentada juntamente com o projeto, Cleitinho ressalta que, apesar da facilidade proporcionada pela tecnologia para realizar vaquinhas online, também há espaço para “golpistas” se aproveitarem da generosidade das pessoas. O senador destaca que muitas personalidades usam sua influência nas redes sociais para arrecadar recursos em benefício de diferentes causas, porém alerta para a possibilidade de desvios por parte de indivíduos mal-intencionados.

Caso seja aprovado na CCJ, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário do Senado. A proposta do senador Cleitinho visa coibir práticas fraudulentas e assegurar maior transparência nas campanhas de arrecadação coletiva, proporcionando segurança aos cidadãos que contribuem para causas sociais.

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