SENADO FEDERAL – Presidente Lula sanciona lei que cria seguro obrigatório para veículos e aumenta limite de despesas da União em R$15,7 bilhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que cria o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), semelhante ao antigo DPVAT. A lei teve origem no Projeto de Lei Complementar (PLP) 233/2023, de iniciativa do governo, e também aumenta em R$ 15,7 bilhões o limite para as despesas da União.

Publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17), a Lei Complementar 207 prevê que o SPVAT seja cobrado anualmente dos proprietários de automóveis e motocicletas novos e usados, para indenizações por acidentes que incluem morte, invalidez permanente total ou parcial, e despesas médicas, funerárias e de reabilitação profissional não cobertas pelo SUS.

A Caixa Econômica Federal será responsável pela administração do fundo desses recursos, e estima-se que o valor a ser cobrado fique entre R$ 50 e R$ 60, de acordo com o relator da matéria, senador Jaques Wagner. Além disso, a lei amplia as despesas cobertas pelo seguro, incluindo assistência médica e suplementar, serviços funerários e reabilitação profissional de vítimas parcialmente inválidas.

O texto ainda destaca que cônjuges e herdeiros da vítima têm direito a indenização por morte e reembolso de despesas funerárias, além das demais coberturas como invalidez permanente e despesas com fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e reabilitação profissional.

No entanto, o presidente Lula vetou o dispositivo que previa multa por atraso no pagamento do SPVAT, considerando-a uma penalização excessiva. A lei também eleva os gastos públicos, alterando a Lei Complementar 200/2023 para permitir a abertura de crédito suplementar em caso de superávit fiscal dois meses antes do previsto.

Essa mudança, segundo o governo, permitirá um aumento de 0,8% nas despesas da União, o que equivale a aproximadamente R$ 15,7 bilhões. Parte desse valor será utilizado para compensar o corte de emendas parlamentares ao Orçamento, com R$ 3,6 bilhões previstos para esse fim.

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