Barroso ressaltou que, apesar da destruição física dos prédios, isso não abalou o que cada um dos Poderes simboliza, porque, segundo ele, “não existe mais espaço para a quebra da legalidade constitucional no Brasil”. O ministro destacou que as instituições humanas não são perfeitas e estão sujeitas a erros e críticas, porém devem ter compromisso com o próprio aprimoramento.
Além disso, o presidente do STF enfatizou que a democracia permite que todos sejam livres para expressar suas opiniões e participar da vida pública conforme sua convicção, e a cerimônia no Congresso serviu para renovar a crença na democracia e na harmonia entre os Poderes.
Barroso expressou um desejo por um tempo de pacificação, no qual as pessoas que pensam de maneira diferente possam se sentar na mesma mesa e expor seus argumentos em busca da melhor solução, sem ofensas ou desqualificações. Ele ressaltou a necessidade de um choque de civilidade no país, declarando que “ódio, mentiras e golpismo nunca mais”.
Por fim, o ministro assegurou que os crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além da depredação do patrimônio público, estão sendo punidos pela Justiça na forma da lei.
O discurso de Barroso reflete a preocupação com a preservação do estado democrático de direito e a importância da harmonia entre os Poderes para o bom funcionamento das instituições. A cerimônia “Democracia Inabalada” promoveu uma reflexão sobre os valores democráticos e a necessidade de superar os conflitos em busca de um país mais pacífico e civilizado.





