Durante o dia, Pacheco se encontrou com governadores de estados-chave, como Romeu Zema de Minas Gerais, Claudio Castro do Rio de Janeiro, Eduardo Leite do Rio Grande do Sul e o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, para discutir estratégias e soluções para a dívida que representa quase 90% do total.
Um dos pontos de destaque nas negociações é a proposta de redução dos juros incidentes sobre as dívidas. Atualmente, a correção é feita pelo IPCA mais uma taxa de 4%, enquanto os governadores pleiteiam a mudança para 1% além do IPCA. Segundo Ronaldo Caiado, governador de Goiás, a dívida dos estados praticamente dobrou em cinco anos devido ao atual indexador, o que torna essencial uma reformulação nesse aspecto.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em entrevista prévia, destacou a possibilidade de converter os juros em investimentos nas áreas de educação, infraestrutura e segurança pública, além de destinar parte dos recursos a um fundo nacional. Esse movimento pode trazer benefícios significativos aos estados em dificuldades financeiras.
Outro ponto relevante da proposta é a entrega de ativos dos estados para abater a dívida, o que inclui recebíveis, créditos judiciais, imóveis e empresas públicas. No entanto, mesmo com essa alternativa, os governadores ressaltam a importância da sensibilidade da União nas negociações para garantir uma gestão financeira viável.
Com prazos de pagamento suspensos e desafios econômicos e sociais diversos, como a situação agravada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, os governadores buscam soluções conjuntas para aliviar o peso das dívidas estaduais e garantir a estabilidade econômica e social de suas regiões. Rodrigo Pacheco se mostrou determinado em conduzir essas negociações de forma eficiente e colaborativa, buscando o melhor para todos os envolvidos.
