O aumento do prazo representa um avanço significativo no combate à violência de gênero, reconhecendo que muitas vítimas podem não ter condições imediatas de denunciar seus agressores devido a várias razões, como medo, dependência financeira, ou trauma psicológico. O novo prazo de 12 meses oferece uma margem maior para que essas mulheres possam se sentir seguras e amparadas, visando assim encorajar a denúncia e a procura por assistência legal e psicossocial.
Além disso, especialistas em direitos humanos e violência doméstica veem essa mudança como um passo essencial para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores, ajudando a criar um ambiente mais seguro e justo. A ampliação do prazo também reflete um reconhecimento mais profundo das complexidades envolvidas nas dinâmicas da violência doméstica, reconhecendo que cada caso é distinto e que as vítimas enfrentam desafios variados em sua jornada para a recuperação e para a justiça.
O governo, por intermédio dessa nova legislação, demonstra compromisso em enfrentar a cultura de impunidade que muitas vezes cerca casos de violência contra a mulher. A expectativa é que essa iniciativa não só amplie o número de denúncias, mas também estimule um debate mais abrangente sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes e abrangentes para enfrentar a violência de gênero em todas as suas formas.
Com essa mudança, espera-se que as mulheres se sintam cada vez mais empoderadas a buscar a ajuda que precisam e a romper o silêncio que muitas vezes envolve situações de violência. O aumento do prazo para a apresentação de queixas é um passo importante em direção a uma sociedade mais justa, onde as vítimas podem encontrar o apoio que necessitam para se reerguer e buscar proteção contra seus agressores.



