SENADO FEDERAL – Plenário aprova quatro indicados para cargos de conselheiros no Cade após sabatina e apreciação do Senado.

O Senado aprovou nesta terça-feira (12) os nomes dos quatro indicados pela Presidência da República para cargos de conselheiros no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os indicados foram Carlos Jacques Vieira Gomes, José Levi Mello do Amaral Júnior, Camila Cabral Pires Alves e Diogo Thomson de Andrade.

A decisão foi tomada pelo Plenário do Senado, que aprovou os nomes dos indicados por ampla maioria. Carlos Jacques Vieira Gomes recebeu 53 votos favoráveis e um contrário, José Levi Mello do Amaral Júnior obteve 54 votos a favor e um contrário, Camila Cabral Pires Alves recebeu 53 votos a favor e dois contrários, e Diogo Thomson de Andrade teve 55 votos favoráveis e um contrário.

Os indicados assumirão um mandato de quatro anos como conselheiros do Cade, autarquia vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A principal função do Cade é analisar e decidir sobre fusões, aquisições de controle, incorporações e outros atos de concentração econômica entre grandes empresas que possam colocar em risco a livre concorrência.

Além disso, os indicados comporão o Tribunal Administrativo do Cade, juntamente com outros dois conselheiros e um presidente. As indicações passaram por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) antes de serem encaminhadas para apreciação pelo Plenário.

Durante a sabatina, cada um dos indicados teve a oportunidade de apresentar suas qualificações e experiências. Carlos Jacques Vieira Gomes, consultor legislativo do Senado na área de direito econômico desde 2004, destacou a consolidação da atuação do Cade em comparação com o período em que trabalhou como assessor do órgão.

José Levi Mello do Amaral Júnior, por sua vez, ex-ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), ressaltou a importância de instrumentos como o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) para desafogar o Poder Judiciário. Camila Cabral Pires Alves, economista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), enfatizou o desafio do Cade de compreender as particularidades de cada setor da economia ao promover a livre concorrência.

Por fim, Diogo Thomson de Andrade, procurador da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e superintendente-adjunto do Cade desde 2012, defendeu a aproximação do Cade com o Senado.

Agora, com a aprovação no Senado, os nomes dos indicados serão comunicados à Presidência da República para que eles possam assumir suas novas funções no Cade. A indicação dos conselheiros foi considerada um passo importante para reforçar a atuação do conselho na defesa da concorrência no país.

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