As exibições dos Bacamarteiros envolvem o disparo de bacamartes com pólvora seca, danças, música e rituais que remetem à história e cultura locais. O senador destaca que os trajes ricamente ornamentados e os movimentos coreografados resistem ao tempo e promovem um sentimento de orgulho e valorização das raízes do povo brasileiro. O Grupo Folclórico Batalhão de Bacamarteiros de Aguada, de Carmópolis (SE), já recebeu o reconhecimento como patrimônio imaterial sergipano, porém, o projeto busca um reconhecimento nacional para garantir a proteção e promoção desse importante patrimônio cultural.
Para Olimpio Bonald Neto, autor do livro “Bacamarte, Pólvora e Povo”, os Bacamarteiros representam uma expressão cultural única, definida como um “esporte sertanejo”. Ele enfatiza que o bacamarteiro é a representação simbólica do cangaceiro, transbordando conteúdo místico e aventureiro, de forma pacífica e artística. A tradição dos Bacamarteiros remonta aos anos de 1780, nos engenhos de cana de açúcar do Vale do Cotinguiba, em Sergipe, originando-se a partir das apresentações de sambas-de-roda realizadas por pessoas escravizadas, que intercalavam os ritmos com disparos de tiros em homenagem aos santos das festas juninas.
O reconhecimento nacional dos Bacamarteiros como manifestação da cultura brasileira visa preservar e valorizar essa tradição cultural única, que é uma fonte de orgulho e inspiração para as futuras gerações. Portanto, o PL 3.044/2024 busca perpetuar essa expressão folclórica marcante do Nordeste e do Brasil como um todo.
