A relatora da proposta, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), destacou a importância da iniciativa para aprimorar a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, enfatizando que o projeto não apenas complementa as legislações existentes, mas também promove a acessibilidade no setor de saúde. Segundo Gabrilli, pesquisas já apontaram que a falta de comunicação clara entre profissionais de saúde e pacientes com deficiência se configura como um grande obstáculo para o pleno atendimento dessas pessoas. Nesse contexto, a presença de um acompanhante se revela essencial para garantir um atendimento mais seguro e efetivo, além de contribuir para uma melhor compreensão das instruções médicas.
A senadora também ressaltou que, ao assegurar o direito ao acompanhamento, a proposta respeita a autonomia das pessoas com deficiência. Gabrilli enfatizou que o projeto não impõe a presença de um acompanhante, mas oferece a opção, permitindo que cada paciente escolha se deseja ou não essa assistência. Com isso, a proposta busca criar um ambiente mais inclusivo e respeitoso nas instituições de saúde, alinhando-se às necessidades específicas dessa parcela da população.
O avanço desse projeto representa um passo significativo em direção à inclusão e ao respeito aos direitos humanos no contexto da saúde. A expectativa é que, ao ser aprovado nas próximas fases, o projeto possa efetivamente transformar a experiência de atendimento de muitas pessoas que enfrentam barreiras significativas em ambientes de saúde. Esse reconhecimento das necessidades das pessoas com deficiência evidencia a importância de políticas públicas voltadas para a promoção de igualdade e dignidade.
