SENADO FEDERAL – Pena por maus-tratos a animais pode aumentar para até cinco anos de reclusão, conforme projeto aprovado na Comissão de Meio Ambiente.

Na última terça-feira, 12, a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou um projeto de lei que visa aumentar as penalidades para crimes de maus-tratos a animais. Atualmente, a legislação prevê penas que variam de três meses a um ano de detenção, além de multa. Com a nova proposta, esse intervalo pode ser ampliado para períodos que vão de dois a cinco anos de reclusão, também com a aplicação de multa.

Essa iniciativa legislativa, conhecida como PL 4.262/2025, é um substitutivo elaborado pela senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal. O texto reúne nove proposições distintas que abordam a questão dos maus-tratos a animais, previamente apresentadas por outros senadores, e incorpora ao projeto original do senador Confúcio Moura, do MDB de Rondônia.

A proposta tem ganhado destaque nos debates sobre a proteção animal no Brasil, refletindo a crescente preocupação da sociedade com o bem-estar dos animais e a necessidade de reforçar as punições para práticas cruéis. Com o aumento da pena proposta, espera-se um efeito dissuasor sobre aqueles que cometem delitos contra os animais, além de promover uma maior conscientização sobre a responsabilidade e os direitos dos seres sencientes.

A partir da aprovação na CMA, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde sua constitucionalidade e legalidade serão analisadas. Diversos defensores dos direitos dos animais expressaram apoio à proposta, destacando que a proteção dos animais é uma questão de justiça e ética. No Brasil, o debate sobre maus-tratos a animais ganhou força nos últimos anos, impulsionado por campanhas de conscientização e pela mobilização de organizações não governamentais que atuam na defesa dos direitos dos bichos.

Se aprovado nas próximas etapas, o projeto poderá contribuir significativamente para a mudança de paradigma no tratamento de animais no Brasil, alinhando-se a uma tendência mundial de proteção e respeito a todas as formas de vida. Assim, o senador Moura, junto com sua colega Leila Barros e outros apoiadores, esperam que a nova legislação sirva não apenas como uma punição, mas como um passo fundamental rumo à construção de uma sociedade mais compassiva e respeitosa com os seres que compartilham o nosso ambiente.

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