Entre os presentes no encontro estava a governadora do Rio Grande do Norte e presidente do Consórcio Nordeste, Fátima Bezerra. Ela trouxe uma proposta significativa para o debate: o aumento dos repasses para o Fundo de Equalização, que está previsto no atual projeto de lei. Bezerra argumentou em favor de um aumento da contribuição dos estados para este fundo, sugerindo uma elevação de 1% para 2%. O raciocínio por trás dessa medida é garantir que os estados que estão em dia com suas obrigações financeiras sejam adequadamente compensados, e não apenas aqueles que estão endividados.
Por outro lado, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, apresentou uma sugestão alternativa visando a flexibilização das condições de renegociação dos empréstimos. Fonteles propôs que o projeto permita que estados que estão adimplentes com a União tenham a possibilidade de renegociar seus empréstimos junto a instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Esta medida poderia proporcionar maior alívio financeiro e mais opções estratégicas para os estados que têm mantido suas finanças em ordem.
Rodrigo Pacheco, demonstrando abertura e comprometimento com as demandas dos governadores, afirmou que levará ambas as sugestões ao relator do projeto, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Esse compromisso firmado por Pacheco pode ser visto como um sinal positivo para futuras negociações e ajustes no projeto de lei, abrindo espaço para um debate mais abrangente e democrático.
A reunião ilustra a complexidade das negociações intergovernamentais no Brasil, onde estados com diferentes realidades econômicas buscam soluções comuns para o endividamento crescente. Além disso, o encontro reforça a importância do diálogo contínuo entre poderes e entes federativos, essencial para a construção de consensos e para a formulação de políticas públicas mais justas e eficazes.
Enquanto o projeto de renegociação da dívida ainda está em discussão no Senado, as propostas apresentadas por Bezerra e Fonteles refletem a necessidade de ajustes finos que levem em consideração a diversidade das situações financeiras dos estados. A atuação de Rodrigo Pacheco como mediador pode ser crucial para alcançar um texto final que atenda, na medida do possível, aos interesses dos estados tanto endividados quanto adimplentes.





