A nova legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, criando um marco para a atenção psicossocial tanto em nível básico quanto especializado. Isso abrange desde atendimentos de urgência e emergência até serviços hospitalares, refletindo a demanda crescente por suporte psicológico nesse segmento da população. A lei também estabelece que os profissionais que atuarão nessa área devem receber formação específica para identificar sinais de risco e acompanhar os pacientes adequadamente.
Proposta pela senadora Damares Alves, a lei surge no contexto de um amplo debate sobre proteção e saúde mental de crianças e adolescentes, que ganhou destaque nas pautas do Senado em 2025. A proposta, que teve origem no Projeto de Lei 4.928/2023, foi aprovada pelo Congresso Nacional sem veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrando um consenso sobre a urgência da questão.
A senadora Damares Alves destacou a legislação como vital para enfrentar os alarmantes índices de suicídio entre jovens no Brasil. Em declarações recentes, ela enfatizou a importância de reconhecer a gravidade da situação, que, segundo ela, se assemelha a uma “epidemia silenciosa”. A parlamentar afirmou: “Não podemos mais fechar os olhos para isso. O Estado deve agir, acolher e cuidar da saúde mental dos nossos jovens.”
Com a sanção da lei, o poder público agora tem a responsabilidade legal de implementar ações concretas em prol da saúde mental, o que poderá transformar significativamente a vida de milhares de crianças e adolescentes no país. O compromisso com essa causa é visto como uma prioridade, na busca por um futuro mais saudável e seguro para as novas gerações.





