Com uma trajetória que se estende por mais de cinco décadas no serviço público e 38 anos dedicados à magistratura, Benedito Gonçalves é um exemplo notável de ascensão através do mérito. Formado em Direito, ele possui mestrado e especializações na área jurídica. Sua carreira começou em 1970, quando atuou como inspetor de alunos no Rio de Janeiro. Depois, Gonçalves trabalhou como papiloscopista na Polícia Federal e ocupou o cargo de delegado de polícia no Distrito Federal.
Em 1988, ele foi nomeado juiz federal, exercendo sua função nas diversas unidades do Judiciário em estados como Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Sua carreira continuou em ascensão; em 1998, foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e, em 2008, atingiu a posição de ministro do STJ, cargo que ocupa atualmente.
O CNJ, criado em 2004, tem como objetivo supervisionar a autonomia do Judiciário e promover melhorias nas práticas jurídicas no Brasil. Entre suas responsabilidades, o órgão garante a transparência administrativa e processual, com 15 membros nomeados pelo presidente da República, após a aprovação da maioria do Senado. A função de corregedor, que Gonçalves exercerá, inclui receber reclamações e denúncias, realizar inspeções e delegar atribuições a outros magistrados.
O relator Cid Gomes ressaltou a importância da trajetória de Gonçalves, destacando que sua origem humilde e sucesso por meio de concursos públicos o tornam um exemplo a ser seguido. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), também expressou apoio à indicação, enfatizando o notável saber jurídico de Gonçalves e sua trajetória exemplar, repleta de esforço e determinação. A expectativa é que a sabatina seja um passo importante para consolidar sua nova função no CNJ.





