A iniciativa surge em meio a questionamentos sobre a viabilidade de antecipar a operação de usinas que estão programadas para atuar apenas em 2027 e 2028. Em sua justificativa, Rogério afirmou que o ministério enxergou uma oportunidade para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). No entanto, qualquer mudança proposta ainda necessita passar por análises rigorosas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), além da avaliação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
Conforme apontado no requerimento, mudanças nos prazos estabelecidos podem ocasionar impactos significativos, incluindo consequências regulatórias, institucionais e econômicas. Alguns dos riscos destacados incluem a possibilidade de aumento nas tarifas de energia, elevação de encargos, desequilíbrios econômicos nos contratos e preocupações quanto à segurança jurídica e a isonomia entre os diversos agentes do setor. A ativação antecipada de termelétricas movidas a gás natural, óleo diesel e carvão pode, ainda, elevar os custos do sistema elétrico, repercutindo tanto nos consumidores quanto nas empresas.
O senador pediu, portanto, que o ministério esclareça detalhadamente os critérios utilizados para decidir quais empresas foram consultadas, além de abordar as possíveis repercussões concorrenciais e regulatórias decorrentes dessa antecipação.
Em outra frente, a Comissão também aprovou um requerimento de Esperidião Amin, que solicita explicações da Advocacia Geral da União sobre acordos firmados nos setores de telecomunicações, rodovias e transportes desde janeiro de 2023. A comissão está convocando uma audiência pública para discutir o tema, embora a data ainda não tenha sido estabelecida.
Além disso, um pedido do senador Marcos Rogério visa discutir a oferta inadequada de serviços de internet e telefonia em distritos de Porto Velho, ressaltando como a falta de infraestrutura compromete a qualidade de vida da população local.
Por fim, a Comissão de Infraestrutura se prepara para abordar diversas questões relevantes, como os impactos de novos impostos sobre exportação de petróleo e estudos sobre a viabilidade da concessão de rodovias em Santa Catarina. Diligências externas estão previstas para averiguar as condições de importantes rodovias, de modo a garantir a qualidade da infraestrutura no país.
