SENADO FEDERAL – Governo Anuncia R$ 5 Bilhões Extras para Fundo de Garantia à Exportação em Resposta às Barreiras Comerciais dos EUA

Em uma ação significativa para o setor exportador brasileiro, uma medida provisória foi publicada recentemente, destinada a reforçar o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) com um aporte adicional de R$ 5 bilhões. Essa iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano, que foi implementado no ano anterior com o objetivo de mitigar os impactos da elevação das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

A medida, que pode ser encontrada no Diário Oficial da União, é identificada como MP 1.352/2026 e visa aumentar a capacidade de resposta do crédito à exportação em períodos marcados por incertezas no comércio internacional. O governo brasileiro, reconhecendo os desafios enfrentados por empreendedores nesse cenário, optou por direcionar os recursos de forma que possam beneficiar especialmente micro, pequenas e médias empresas, que muitas vezes são as mais vulneráveis em tempos de crise.

Por meio desta MP, será possível a concessão de capital de giro e instrumentos de proteção que abrangem riscos comerciais, políticos e extraordinários. O financiamento desse crédito será viabilizado utilizando o superávit financeiro do próprio FGE, que alcançou a cifra de aproximadamente R$ 29,7 bilhões no ano de 2025. Esta manobra financeira é vista pelo governo como uma forma de proporcionar agilidade e flexibilidade às empresas que buscam operar no exterior, mesmo diante de um cenário econômico global conturbado.

A proposta já está em discussão no Congresso Nacional, onde a Câmara dos Deputados e o Senado Federal terão até o dia 26 de junho para apreciar a medida. Vale destacar que a partir de 13 de junho, esta proposta entrará em regime de urgência, o que poderá pressionar a agenda legislativa, dada a sua relevância em termos de apoio às exportações brasileiras.

Essas ações ressaltam um esforço contínuo do governo em estabelecer um ambiente mais favorável para o comércio exterior, especialmente em tempos de incerteza econômica, buscando não apenas a manutenção de empregos, mas também a sustentabilidade das operações das empresas nacionais que dependem do mercado internacional.

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