SENADO FEDERAL – Gastos públicos em destaque: Senador Eduardo Girão denuncia casos de desperdício e corrupção no governo brasileiro e estadual.

O senador Eduardo Girão, do partido Novo do Ceará, fez duras críticas aos gastos realizados por ministérios e pelo governo do estado em um pronunciamento feito no Plenário nesta quarta-feira (10). Segundo ele, o mau uso do dinheiro público tem atingido níveis alarmantes, levando os responsáveis a perderem o pudor.

Uma das denúncias apresentadas pelo parlamentar foi em relação aos gastos do Ministério dos Povos Indígenas com passagens aéreas, hospedagens e diárias. De acordo com dados do Portal da Transparência divulgados pelo site O Antagonista, o ministério teria despendido cerca de R$ 11 milhões em passagens e hospedagens, além de R$ 7 milhões em diárias. Girão ainda destacou que aproximadamente 2 mil trechos aéreos teriam sido destinados a pessoas que não são funcionários, como no caso de Hone Sobrinho, amigo da ministra Sonia Guajajara, que realizou 23 viagens mesmo sem ter vínculo com o ministério.

Além disso, o senador mencionou o caso do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que teria se encontrado por 17 vezes com os irmãos Joesley e Wesley Batista antes de aprovar uma medida provisória que transferiu uma dívida de R$ 1 bilhão para a população. Segundo Girão, os empresários teriam admitido ter feito transferências milionárias para os ex-presidentes Lula e Dilma. Diante destas acusações, o senador anunciou um requerimento para que o ministro Silveira compareça ao Senado.

O parlamentar também criticou os altos custos da Assembleia Legislativa do Ceará, que teria gasto R$ 400 milhões no primeiro semestre do ano, mesmo assim não evitando um incêndio que destruiu o plenário. Girão questionou um processo de contratação suspeito no valor de R$ 29 milhões e afirmou ter acionado a justiça para impedir a contratação da empresa Lumali Engenharia para a reconstrução do plenário.

Em meio a essas denúncias de mau uso de recursos públicos, o senador concluiu que os responsáveis estariam perdendo o pudor. Ele criticou também os gastos exorbitantes do Senado, que tem um orçamento de R$ 5,1 bilhões, e ressaltou a importância de acabar com privilégios e buscar uma gestão mais transparente e responsável dos recursos públicos.

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