Garibaldi Alves Filho, integrante de uma família de políticos, teve uma trajetória marcante na política do Rio Grande do Norte. Ele iniciou sua carreira como secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura de Natal e ocupou uma vaga no Senado por três mandatos, sendo presidente da Casa de 2007 a 2009. Em seus mandatos, enfrentou desafios como a polêmica votação sobre a prorrogação da CPMF, em que os senadores rejeitaram a proposta por 45 votos a 34.
No cargo de presidente do Senado, Garibaldi enfrentou dificuldades, especialmente ao presidir sessões do Congresso Nacional, onde os deputados se mostraram mais exigentes. Ele destacou a importância da prática democrática e do respeito às escolhas republicanas feitas pela maioria. Além disso, foi o segundo presidente do Senado a devolver uma medida provisória do governo, demonstrando sua postura crítica em relação a esse tipo de proposta.
Ao analisar os processos de impeachment que resultaram no afastamento de Fernando Collor e Dilma Rousseff, Garibaldi expressou sua visão de que toda cassação deve ser vista com reservas. Ele relembrou que seu pai e tio foram cassados no período militar após o Ato Institucional nº 5 e ressaltou sua satisfação em ter participado da história política do país.
Atualmente, Garibaldi Filho projeta apoiar seu filho Walter Alves, vice-governador do Rio Grande do Norte, em seu projeto político. Mesmo não sendo reeleito para o Senado em 2018, ele se sente realizado pela sua trajetória política e pelo reconhecimento que recebeu ao longo dos anos. Para Garibaldi, o Senado desempenhou um papel fundamental em sua carreira política e ele se orgulha de ter feito parte da história da instituição.
