Na última quarta-feira, dia 6 de setembro, a Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher promoveu um debate focado nos impactos que essa jornada de trabalho tem, especialmente sobre a mão de obra feminina. O formato 6×1 é considerado por muitos especialistas como exaustivo e potencialmente prejudicial à saúde e ao bem-estar das trabalhadoras. No contexto atual, onde a pressão por produtividade cresce, as consequências desse regime sobre a vida pessoal e profissional das mulheres se tornam ainda mais preocupantes.
As participantes da sessão expressaram a necessidade de se considerar não apenas os aspectos econômicos, mas também os sociais e familiares, que são fortemente afetados por essa carga horária intensa. Muitas mulheres que trabalham sob esse regime se encontram em situações de vulnerabilidade, pois a jornada extenuante pode dificultar o cuidado com os filhos e outras responsabilidades domésticas, levando a um ciclo de estresse e sobrecarga.
Além disso, as diputadas e especialistas presentes ressaltaram que a revisão dessa jornada de trabalho deve ser uma prioridade, uma vez que o aumento da eficácia e o fortalecimento da presença feminina no mercado de trabalho dependem, entre outros fatores, de um ambiente laboral mais humano e equilibrado.
O diálogo sobre a PEC 8/2025 representa uma oportunidade para repensar as normas trabalhistas que, por muito tempo, não refletiram a realidade das mulheres nas diversas esferas profissionais. A expectativa é que este movimento gere não apenas mudanças na legislação, mas também uma transformação cultural em relação ao valor do trabalho e ao respeito às condições oferecidas a todos os trabalhadores, especialmente aqueles em situações de maior fragilidade, como as mulheres. A luta por um sistema mais justo e igualitário continua no centro das atenções legislativas e sociais.





